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Procedimentos cirúrgicos em Cirurgia de Cabeça e Pescoço

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Tireoidectomias

A tireoidectomia é uma cirurgia que remove a glândula tireoide, que se encontra na parte frontal do pescoço, abaixo da laringe. A cirurgia pode ser parcial ou total, por acesso transcervical (corte) ou por acesso transvestibular TOETVA e TORTVA (sem cicatriz) dependendo da indicação, algumas indicações de tratamento são: 

  • Suspeita de câncer de tireoide 
  • Câncer de tireoide
  • Nódulo benignos com sinais de compressão
  • Hipertireoidismo, quando a tireoide produz hormônios em excesso
  • Bócio volumoso, quando a tireoide aumenta anormalmente de tamanho, gerando sintomas compressivos da trato aerodigestivo.
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Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica é um procedimento inovador no tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Cirurgia menos invasiva e mais precisa, um exemplo é o câncer de orofaringe e laringe onde o seu uso diminui a morbidade associada a cirurgia, melhora a visualização de estruturas pela magnificação de imagem e evita manipulação óssea ao acesso para o sítio cirúrgico. 

Para alguns diferentes tumores do pescoço também é possível utilizar o robô cirúrgico, entre eles os de glândulas salivares e de tireoide.

A cirurgia robótica é uma técnica de alta complexidade, por isso a presença de um cirurgião experiente e certificado é necessária, o manuseio exige um treinamento específico.

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Cirurgia endoscópica

Cirurgia minimamente invasiva, que inclui endoscopia e técnicas laparoscópicas. Essas abordagens reduzem significativamente as incisões necessárias, minimizando o desconforto pós-operatório e acelerando a recuperação do paciente. 

 

Na cirurgia da cabeça e pescoço, a endoscopia é frequentemente utilizada para explorar e tratar condições como alguns casos de tumores nasossinusais, orofaringe e laringe ou distúrbios da glândula tireoide podendo ser associado a outros métodos avançados como utilização de laser, microscópio ou microcirurgia.

 

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Ablação e Rafiofrequência de nódulos tireoidianos.

A radiofrequência, ou ablação por radiofrequência, é uma técnica de tratamento para nódulos benignos na tireoide que utiliza ondas de calor para reduzir o seu tamanho e inibir o seu crescimento. 

A ablação por radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo, com os seguintes benefícios: 

  • Não é necessário fazer incisões 
  • Pode ser realizada em nível ambulatorial 
  • É possível usar anestesia local com sedação 
  • Minimiza os riscos da terapia 
  • Garante uma recuperação mais rápida 
  • Preserva a função da tireoide
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Biópsia de linfonodos, inguas e Esvaziamentos cervicais

O termo esvaziamento cervical ou 

linfadenectomia cervical, em cirurgia, corresponde ao procedimento de remoção sistemática de linfonodos e de seu tecido fibrogorduroso adjacente aos vários compartimentos do pescoço.

Este procedimento é utilizado para dar diagnóstico, estadiar o compartimento cervical quando existe alta probabilidade de micrometástases cervicais a depender do sítio primário do tumor e de tratar e erradicar as metástases dos linfonodos regionais do pescoço de forma terapêutica quando assim indicado.

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     Cirurgia de Paratireoide

As glândulas paratiroides são, tipicamente, quatro glândulas endócrinas que se situam posteriormente à glândula tireoide. Podem, por vezes, estar embebidas na mesma. É também comum a presença de mais do que quatro paratireoides, podendo existir seis ou mesmo oito. Estas glândulas produzem paratormonio (PTH), o principal hormonio da regulação da concentração de cálcio no sangue e ossos.

Algumas doenças das paratireoide são:

  • Hiperparatireoidismo e Hipercalcemia
  • Adenomas
  • Hipoparatireoidismo
  • Pseudohipoparatireoidismo
  • Tumores da paratireoide
  • Síndrome de DiGeorge: síndrome congênita

 

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         Cirurgia das glândulas salivares 

Parótidas, submandibulares, sublingual e          glândulas salivares menores

A cirurgia nas glândulas salivares pode ser indicada em diversas situações, como: 

  • Remoção de tumores benignos ou malignos 
  • Retirada de cálculos que obstruem o fluxo de saliva 
  • Ressecção de glândulas salivares submandibulares ou sublinguais como mal formações
  • Sialoendoscopia diagnóstica e/ou terapêutica.

 O tipo de cirurgia depende da glândula afetada e da necessidade de cada paciente. A cirurgia pode ser realizada em centro cirúrgico, com anestesia geral, e pode envolver biópsias ou remoção completa da glândula assim como avaliação endoscópica podendo em alguns casos ser tratada apenas por sialoendoscopia e tratamento intraglandular ou combinado.

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Traqueostomias

Procedimento cirúrgico onde ocorre a abertura da parede anterior da traqueia, fazendo uma comunicação dela com o meio externo através de uma cânula própria, com o objetivo de dar ao paciente uma possibilidade para respirar normalmente protegendo a via respiratória.

A traqueostomia serve como uma alternativa segura para que a pessoa consiga respirar por algum meio, já que não há a possibilidade de fazê-lo pelas vias aéreas normais.

Das indicações podemos citar:

  • Tumores de laringe, orofaringe, hipofaringe ou boca avançados com comprometimento de via aérea,
  • Proteção de via aérea para radioterapia nos casos em que existe risco de obstrução respiratória,
  • Paciente intubação orotraqueal prolongada, falha de extubação e/ou dependentes de ventilação mecânica prolongada
  • Risco de broncoaspiração entre outras.
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Distúrbios da deglutição e Distúrbios da voz

Disfagia é a dificuldade de deglutição. Essa condição é secundária ao impedimento do transporte de líquidos, sólidos ou ambos da boca e faringe para esôfago e estômago. Torna-se fundamental avaliar a sua origem e investigar possíveis lesões associadas.

 

Os distúrbios da voz (Disfonia/Afonia) são alterações na capacidade de falar com clareza, que podem ter origem em problemas na caixa vocal ou nas cordas vocais, ou no uso excessivo da voz. 

 

Alguns sintomas de distúrbios da voz incluem:

  • Rouquidão
  • Dificuldade em manter a voz
  • Cansaço ao falar
  • Variações na frequência da voz
  • Falta de volume e projeção
  • Tosse crônica
  • Dor de garganta
  • Sensação de corpo estranho na garganta 
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Laringectomias, microcirurgia de laringe e fonocirurgia

A microcirurgia da laringe é um procedimento cirúrgico indicado para remoção de lesões benignas e malignas da laringe. Sua utilização abrange desde pólipos, nódulos, cistos, hemangiomas, papilomas até tumores malignos precoces.

A laringectomia é a remoção total ou parcial da laringe. Dependendo da localização do tumor, o paciente pode perder a voz, ficar rouco ou preservar a fala.

No tratamento do câncer de laringe, sempre que possível, é priorizada uma estratégia de tratamento preservadora de função do órgão.

 

 

 

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Laringoscopia de suspensão

Tratamentos endoscópicos com laser de orofaringe e laringe

A laringoscopia de suspensão é um procedimento rotineiro, usado para fins diagnósticos e cirúrgicos da laringe. É um exame endoscópico, sob anestesia geral, que avalia as vias aéreas superiores, podendo ser documentada em fotos ou gravação digital.

 

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           Tumores de pele

Os tumores de pele, também conhecidos como câncer de pele, são o tipo de tumor mais comum no ser humano. Eles podem ser identificados por meio de alguns sinais, como:

  • Lesões na pele que são brilhantes, translúcidas, avermelhadas, castanhas, róseas ou multicoloridas
  • Pintas pretas ou castanhas que mudam de cor, textura, ou que crescem de tamanho
  • Manchas ou feridas que não cicatrizam, coçam, sangram ou têm crostas 

Procedimentos em consultório

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Exame de Laringoscopia Rígida com ou sem Estroboscopia

É um exame que permite avaliar a laringe, faringe, cavidade oral e orofaringe, a fim de diagnosticar alterações ou doenças nessas regiões. O exame é realizado com um endoscópio rígido, que possui uma microcâmera acoplada, introduzido pela boca do paciente. A câmera capta imagens e sons, que são amplificados e registrados para posterior análise. 

É um procedimento indolor e pode ser utilizada anestesia local para maior conforto do paciente. 

 

Outros nomes do exame:  Telelaringoscopia, Laringoscopia rígida, Laringoscopia direta ORL, Laringoscopia ORL, Endoscopia de hipofaringe e laringe, Endoscopia laringea, Fibrolaringoscopia, Laringofibroscopia, Laringoscopia direta, Faringoscopia, Faringolaringoscopia, Videolaringoscopia com foto, Videolaringoscopia rígida, Videolaringoscopia direta, Telescopia de laringe, Laringoscopia indireta

                         Estroboscopia

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Exame de Nasofibrolaringoscopia flexível com ou sem Estroboscopia

 

A nasofibrolaringoscopia é um exame que permite ao médico visualizar as vias aéreas superiores, incluindo o nariz, a garganta e a laringe. O exame é realizado com um instrumento fino e flexível chamado nasofibroscópio, que é inserido no nariz do paciente.

 

Outros nomes do exame:  Fibronasolaringoscopia, Nasofibroscopia, Nasoscopia, Rinoscopia, Endoscopia naso sinusal, Videoendoscopia naso sinusal, Endoscopia do esfíncter velo faríngeo, Manobra de Muller, Rinofibroscopia, Teste de Muller, Rinolaringoscopia, Nasofibrolaringoscopia, Videonasofibrolaringoscopia, Nasofibrolaringoscopia direta, Video faringolaringoscopia flexível

 

Estroboscopia

A estroboscopia laríngea é uma ferramenta essencial na avaliação clínica da voz, uma vez que permite ao examinador uma estimativa visual, em tempo real, da função vibratória da prega vocal. A câmera emite luz pulsada, permitindo a visualização das pregas vocais em movimento, como se estivessem em câmera lenta. É considerada o padrão-ouro para avaliação funcional da laringe e é fundamental para o diagnóstico, tratamento e indicação cirúrgica de distúrbios vocais. 

O exame é indicado para casos de alterações da voz, como voz rouca, tensa, áspera e afonias. Entre as doenças vocais mais diagnosticadas estão calos vocais, pólipos vocais, cistos, edema de Reike e refluxo laringofaríngeo.

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 Laserterapia de baixa intensidade (TLBI) 

Tratamento que irradia células e ativa componentes, podendo alterar o metabolismo celular através da fotobiomodulação (FBM) e na terapia fotodinâmica (TFD), que usam luz visível e infravermelho para induzir respostas biológicas. A TLBI pode ajudar a acelerar a reparação e aumentar a densidade das fibras nervosas, o que pode melhorar o efeito analgésico e anti-inflamatório

A TLBI pode ser usada em diversas situações, como: 

  • Cicatrização pós-operatória : Estimula a atividade celular, a liberação de fatores de crescimento, a proliferação de queratinócitos, e a produção de colágeno e elastina. Promove uma aceleração no reparo e aumento da densidade médias das fibras nervosas, permitindo também o melhor efeito analgésico e anti-inflamatório com um pós-operatório mais confortável.
  • Feridas cutâneas e mucosas : Pode ajudar no processo de cicatrização, inclusive em feridas mais extensas, como úlceras de pressão. 
  • Aftas orais
  • Lesões herpéticas